As redes sociais no século XXI

action celebration club crowd

Foto por Trinity Kubassek em Pexels.com

Hoje trago-vos um tema um pouco diferente do costume, mas que acho que precisa de ser abordado. Diariamente somos bombardeados por fotos, vídeos e artigos nas redes sociais, que pouco, ou nada, acrescentam valor à nossa vida.

A internet é, sem dúvida, das melhores ferramentas que já foram inventadas e permite-nos fazer quase tudo: desde comunicar, fazer compras, estar atento ao que se passa no mundo, etc. É um meio de comunicação importante e potente, sem dúvida, mas que muitas vezes traz consequências quando não são impostos limites. Na minha opinião, a super exposição pessoal é um dos principais problemas que enfrentamos hoje em dia nas redes sociais. Somos bombardeados com casas luxuosas, selfies, viagens, dinheiro, dinheiro, dinheiro… que até nos fazem pensar um pouco sobre a nossa própria vida. Quantas vezes vemos fotos e pensamentos “que casa bonita”, “bom carro”, “quem me dera divertir-me assim com os meus amigos”. Pois bem, vou dizer-vos um segredo: é tudo uma ilusão. Acham mesmo que essas pessoas têm uma vida perfeita? Ninguém a tem. E tudo aquilo que é postado nas redes sociais é para mascarar isso. Ninguém quer mostrar o seu lado fraco a toda a gente, não é assim?

As redes sociais facilitaram o sentimento de insatisfação característico e intrínseco no ser humano. Nunca estamos satisfeitos com nada. Compramos um carro, no ano a seguir sai o modelo acima, para nós, o nosso já não presta. E queremos sempre mais, e mais, e mais, porque aquilo que temos não nos basta e queremos sempre ter uma vida como a que vemos nas redes sociais. Já ouviram a expressão “a galinha da vizinha é melhor do que a minha”? Pois bem, essa situação é igual. Não damos valor às pequenas coisas que temos, às pequenas conquistas que alcançamos, porque, na nossa cabeça, aos olhos das outras pessoas e das outras vidas perfeitas, isso não valerá nada. O que é que me interessa se comprei um carro em segunda mão, que trabalhei tanto para ter, quando o meu vizinho tem um carro topo de gama novo de fábrica?

Às vezes, acreditem, que isso é uma bênção. Nós não somos aquilo que temos. O que interessa eu ter o carro que está na bera, se não consigo fazer algo simpático pela minha comunidade? Isto tudo para vos dizer que, não vale a pena ter coisas topo de gama, pois elas não nos definem. No final, tudo fica para trás e só levamos connosco as pessoas, as experiências e a felicidade no nosso coração.

Anúncios

Os benefícios das fibras no nosso organismo

Todos nós devíamos ingerir entre 25 a 35 gramas de fibras por dia. Mas, talvez com a correria, o stress, ou simplesmente por ignorância, não o fazemos. As fibras ajudam a combater a prisão de ventre, a emagrecer, a controlar alguns distúrbios como a diabetes e o colesterol e ajudam a manter o intestino saudável.

Desta forma, há algum tempo decidi incluir mais fibras na minha alimentação, adicionei aveia, batata doce cozida, sementes de linhaça, amêndoas, cenoura e farinha de mandioca. Mas, após alguma pesquisa, encontrei algo que continha bastante fibra e muito menos calorias que as restantes: as cascas de psilio. E o que são as cascas de psilio ou psyllium? É uma fibra solúvel, feita a partir de cascas das sementes da planta Plantago e tem como principal foco a limpeza intestinal. Para além disso, estas fibras ajudam a emagrecer e a reduzir o risco de doença cardíaca. O psilio é muito bom também para evitar o cansaço excessivo e, como é uma fibra sem glutén, pode ser usada na culinária. Parece magia, não? Mas não é.

Tenho optado pelo gel de psyllium para substituir alguns ingredientes e, a última que fiz e venho aqui partilhar, foi pizza:

Ingredientes para a base:

  • 45gr de queijo
  • 25gr de farinha de aveia
  • 10gr de cascas de psilio
  • 2 ovos
  • 30ml de água

Modo de preparação: adicionar todos os ingredientes num recipiente, envolver e deixar a massa solidificar. Distribuam a mistura em forma de pizza e levem ao forno a coser durante durante 20 minutos (+/-, dependendo da potência do vosso forno). No topo coloquei queijo q.b, fiambre de peru e frango grelhado desfiado. voltei a colocar no forno durante uns 10 minutos e por fim polvilhei com óregãos.

Sem dúvida um opção saudável e saborosa, que certamente irei repetir.

E vocês, já conheciam o psilio? Já experimentaram adicioná-lo à vossa dieta?

Quais os efeitos do açúcar no nosso cérebro?

red and white mouth plastic toy and food plastic toys

Foto por rawpixel.com em Pexels.com

Todos sabemos que o açúcar em demasia traz várias complicações para o corpo e para o coração. Ingerir açúcar em pequenas quantidades não seja alvo de preocupação, mas muitas vezes também o fazemos sem ter noção. O açúcar pode estar disfarçado com outros nomes nos rótulos e nem nos damos conta. Tenham atenção a termos como glicose, frutose, mel e xarope de milho. O açúcar acarreta muitas consequências no nosso corpo, algumas visíveis e outras nem tanto. Apesar da gordura ser considerada a verdadeira causadora das doenças cardiovasculares, a verdade é que o açúcar também tem um papel importante nisso. O açúcar também aumenta o risco de obesidade. A diabetes também é das doenças mais comuns e conhecidas associada ao açúcar. O açúcar também prejudica a nossa saúde dentária. Contudo quero abordar aqui um tema que não vejo a ser muito falado: os efeitos que este produto viciante tem no cérebro.

O açúcar é conhecido também por ser um vício. Quanto maior o seu consumo, maior é a vontade de o consumir. Ele ativa os recetores gustativos da língua e os sinais enviados para o cérebro ativam as vias de recompensa e causam a libertação da dopamina – a hormona o bem-estar. Quando esta hormona é ativada em grande quantidade e muita vez, começa a criar um vício.

O açúcar prejudica a nossa memória e reduz as nossas habilidades de aprender. Por outras palavras, o nosso cérebro fica mais lento, devido aos danos que o açúcar provoca neste.

A depressão e a ansiedade podem ser causadas ou intensificadas com o consumo desregulado de açúcar, pois podem haver subidas e descidas repentinas no nível de açúcar no sangue, que faz com que ocorram oscilações de humor.

Com isto não quero dizer que o açúcar é o mau da fita, mas pelo contrário. Quero apelar a que tenham atenção áquilo que ingerem e que tentem reduzir o seu consumo, optando por produtos mais naturais.

Gorduras saudáveis vs gorduras prejudiciais

Hoje trago um tema que em tempos foi alvo da minha curiosidade (altura em que era adolescente e que queria ter um corpão e tal mas isso não interessa). Sempre ouvia falar em gordura, que fazia mal à saúde, ao coração, que estava presente em grande parte da nossa alimentação mas… o que eu não sabia na altura é que há gorduras mais saudáveis em comparação a outras. Outra coisa que não compreendia na altura, é que o nosso corpo também necessita de gordura (e também tornam os alimentos mais saborosos, mas não me vou focar nisso, não é), são fontes de energia que fazem com que o nosso corpo possa funcionar em condições, pois nela contém vitaminas A, D, E e K. Não estou a dizer para agora irem consumir gordura como loucos e ficarem cheios de energia e vitaminas, mas para procurarem saber que gorduras é que ingerem, a quantidade e optarem sempre pelas mais saudáveis. Comecemos pelas gorduras mais saudáveis:

Estas estão presentes nas amêndoas, azeitonas e abacate. E a batatinha frita, como é? Esqueçam o óleo e optem pelo azeite! Essas gorduras também se encontram em peixes gordos, como o salmão e as sardinhas, em óleos vegetais como o de girassol e no óleo de amendoim.

E as gorduras menos saudáveis? Bem… aí é que entram grande parte dos alimentos que gostamos de comer: carnes vermelhas, enchidos, carnes gordas, queijos, manteiga, natas, leite/iogurte gordo e por aí diante…

Contudo temos uma panóplia de gorduras prejudiciais que pode ser substituída por gorduras mais saudáveis: substituir a manteiga por cremes vegetais, substituir a batata frita e bolachas por vegetais crus ou iogurtes  magros, e optar por leite e queijo magro. Os enchidos e as carnes gordas devem ser substituídos por carnes brancas e magras como o frango e o peru.

É preciso dobrar a atenção no que toca aos rótulos dos produtos também. Conhece o que comes e conhecerás o teu corpo!

A importância da postura correta na evacuação intestinal

Estamos no paleolítico, período pré-histórico onde a agricultura ainda não era praticada. Altura em que os Homens, movidos pela necessidade, precisavam de caçar, de pescar e de colher para se alimentarem. Tinham uma alimentação à base de animais de pequeno porte (carne e peixe), de frutos, sementes, folhas, raízes e outras espécies vegetais.

19371289_WrfU9

Ser PALEO é adotar um estilo de vida saudável, onde nos aproximemos o máximo possível do regime alimentar e dos hábitos, do qual a nossa espécie está geneticamente adaptada.

Para além da alimentação, a civilização moderna foi gradualmente alterando outros hábitos, alguns deles implicando graves distúrbios no ser humano. A industrialização em massa das sanitas está directamente ligada ao aparecimento de algumas doenças como a obstipação e hemorróidas.

Numa era onde é imprescindível sermos criteriosos na informação e na qualidade da mesma, este artigo providenciar-lhe-á alguns tópicos relevantes sobre algo que não é comummente utilizado como tema de conversa: a sua sanita e os malefícios associados à sua utilização.

Antes da introdução da água canalizada na era moderna, grande parte da população mundial evacuava de cócoras, sendo que alguns países asiáticos e africanos ainda evacuam nessa posição, através da utilização das latrinas. Durante milhares de anos o ser humano fê-lo na posição de cócoras e não é por acaso que nesses países a incidência de problemas intestinais, tais como a prisão de ventre ou as hemorroidas são praticamente inexistentes.

 

Diversos estudos médicos demonstram que as sanitas estão relacionadas com o aparecimento de diversas doenças intestinais. Isto acontece porque, anatomicamente, não fomos concebidos para evacuar sentados, mas sim de cócoras.

A posição de cócoras desempenha um papel determinante nos processos de evacuação e de esvaziamento completo do intestino por uma simples razão: na posição de cócoras, o músculo puborretal (responsável pela continência intestinal humana)  relaxa totalmente permitindo assim uma evacuação sem esforço, mais rápida e completa.

Sinto-me bem no mar

Como vos disse anteriormente encontro-me a tirar uma licenciatura em ciências da nutrição na Universidade dos Açores. O que ainda não tinha dito é que também sou natural de São Miguel – sou orgulhosamente micaelense. Bem, no primeiro texto expliquei-vos a importância de nos mantermos ativos e de adotarmos um estilo de vida saudável. O que não vos falei foi de alguns métodos que nós, Açorianos/Micaelenses, adotamos com o intuito de estarmos ativos e ao mesmo tempo nos realizarmos pessoalmente. No meu caso, a felicidade está nas coisas simples da vida, e o mar é uma dessas coisas que me ajuda a relaxar.

açores

A ilha de S. Miguel é conhecida pelas suas belezas naturais. As várias lagoas que a nossa ilha possui, as atrações de índole vulcânica nas furnas, a beleza natural das cascatas ao longo da ilha… O facto de estarmos rodeados por mar deixa-nos isolados, mas ao mesmo tempo, une-nos ao que importa: a natureza e as suas belas criações. Por estar cá há 24 anos e por estar tão próximo do mar desenvolvi uma ligação com tudo o que ele implica. Acho ótimo haverem empreendedores da terra a apostarem na dinamização de atividades marítimas e ao mesmo tempo, a respeitarem as espécies. Fiquem a conhecer uma empresa que faz pesca desportiva: Azores Fishing, o meu novo hobbie.

Para alguém que adora o mar tanto como eu, nada melhor que fazer uns passeios marítimos. Neles, posso disfrutar da serenidade (depende dos dias) do mar e dos seus barulhos, e ao mesmo tempo, observar as espécies que estão tão próximas de minha casa, mas que eu não fazia ideia. O primeiro peixe que consegui ver de perto nestas minhas idas para o mar foi o espadim branco, também conhecido por agulhão e pesa entre 15 a 30kg. É um peixe muito conhecido por dar espetáculo aos visitantes pois é muito irrequieto e “divertido”.

Recomendo vivamente, eu experimentei a primeira vez com o meu pai e hoje em dia vou sozinho, com amigos, com familiares. O importante é ir. Para além de ser um entusiasta relativamente às belezas naturais da ilha, sou apologista que devemos expor os locais ao mundo, mas sempre preservando os locais e as pessoas. Os açores estão na moda e eu percebo o motivo. Se não fosse de cá, também ficaria fascinado com o local, contudo, as minhas escolhas seriam sempre a pensar em mim e no ambiente. Optaria por alugar uma bicicleta ou andar de autocarro ao invés de alugar um carro, por exemplo. A calma da minha ilha é um dos pontos fortes e espero que assim se mantenha.

Se estiver interessado e quiser quais os peixes que poderá observar no passeio, deixo-lhe aqui o link.

Deixe-se contagiar pela beleza de São Miguel.

Grão a Grão

running2.jpgNão sou grande admirador de ditados populares, mas há um, que já devem estar a imaginar qual, me faz bastante sentido e serve de orientador para encarar o meu dia-a-dia e a forma como trato da minha dieta alimentar. Não é que me identifique muito com galinhas, mas indentifico-me sobretudo com a primeira premissa do ditado popular “ grão a grão enche a galinha o papo”.

Se o nosso corpo é um templo e temos de cuidar dele, nada melhor que perceber que perceber que o coliseu de Roma não se fez num dia. Percebem a analogia? O que pretendo dizer com isto é que não sou adepto de dietas radicais, mas sim de a adoção progressiva de um estilo de vida saudável. Uma pessoa para estar bem consigo mesma, e com isto quero dizer – saudável, não pode alternar o seu dia-a-dia com medidas radicas e esporádicas para perder peso.

Ao definirmos uma linha, e para essa linha ser tangível, é preciso consciencializarmo-nos que algo deve ser feito vagarosamente e com eficácia. Grão a grão é um sinónimo de passo a passo.

Se de algum modo te identificas com o que foi dito, mantem-te por perto. Aqui não haverá medidas extremistas e com o tempo tudo que esperas alcançar, alcançarás.

O meu nome é Daniel, estudo Ciências da Nutrição na Universidade dos Açores e tenho 22 anos. Estou no 2º ano do curso e estou a criar este blog com o intuito de te ajudar a conseguires os teus objetivos.

Este blog é para ti, para ti que não te identificas com a maneira como as dietas convencionais estão implementadas, para ti que achas que não consegues ter uma alimentação saudável, para ti que não consegues correr 100m seguidos, para ti que quando vês cogumelos te dá uma vontade súbita de atirar o prato pela janela fora, para ti… que achas que não consegues, mas se tentares afincadamente consegues.

Não precisas de deixar de comer, nem precisas de ser o rapaz ou a rapariga que ganha maratonas, nem o rei ou rainha do ginásio. Precisas de motivação para mudar, isso sim, é essencial.

Mudar o quê? Alimentação e exercício físico! São os melhores aliados na luta contra doenças cardiovasculares, intestinais e todas as outras que te podem ocorrer neste momento.

Se algo está mal, ou simplesmente queres mudar, é porque algo no teu dia-a-dia não está bem. Se passas o dia todo sentado no sofá a ver MTV tens de mudar. Primeiro já ninguém vê MTV, segundo,  passares o dia todo no sofá não é de todo recomendável. Se passas a vida no Mac Donald’s, a comer pizzas, a comer bolos, aqui vou-te mostrar o que andas a comer e o quão prejudicial para a tua saúde isso o é.

Não pretendo que deixes de ir ao Mac ou que vejas MTV etc. O que pretendo é que a frequência com que o faças seja muito menor e te tornes numa pessoa saudavelmente ativa. No próximo texto ficarás a saber o que tens andado a comer. Deixo-te um vídeo para teres uma ideia do que se segue: