Os benefícios das fibras no nosso organismo

Todos nós devíamos ingerir entre 25 a 35 gramas de fibras por dia. Mas, talvez com a correria, o stress, ou simplesmente por ignorância, não o fazemos. As fibras ajudam a combater a prisão de ventre, a emagrecer, a controlar alguns distúrbios como a diabetes e o colesterol e ajudam a manter o intestino saudável.

Desta forma, há algum tempo decidi incluir mais fibras na minha alimentação, adicionei aveia, batata doce cozida, sementes de linhaça, amêndoas, cenoura e farinha de mandioca. Mas, após alguma pesquisa, encontrei algo que continha bastante fibra e muito menos calorias que as restantes: as cascas de psilio. E o que são as cascas de psilio ou psyllium? É uma fibra solúvel, feita a partir de cascas das sementes da planta Plantago e tem como principal foco a limpeza intestinal. Para além disso, estas fibras ajudam a emagrecer e a reduzir o risco de doença cardíaca. O psilio é muito bom também para evitar o cansaço excessivo e, como é uma fibra sem glutén, pode ser usada na culinária. Parece magia, não? Mas não é.

Tenho optado pelo gel de psyllium para substituir alguns ingredientes e, a última que fiz e venho aqui partilhar, foi pizza:

Ingredientes para a base:

  • 45gr de queijo
  • 25gr de farinha de aveia
  • 10gr de cascas de psilio
  • 2 ovos
  • 30ml de água

Modo de preparação: adicionar todos os ingredientes num recipiente, envolver e deixar a massa solidificar. Distribuam a mistura em forma de pizza e levem ao forno a coser durante durante 20 minutos (+/-, dependendo da potência do vosso forno). No topo coloquei queijo q.b, fiambre de peru e frango grelhado desfiado. voltei a colocar no forno durante uns 10 minutos e por fim polvilhei com óregãos.

Sem dúvida um opção saudável e saborosa, que certamente irei repetir.

E vocês, já conheciam o psilio? Já experimentaram adicioná-lo à vossa dieta?

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Quais os efeitos do açúcar no nosso cérebro?

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Foto por rawpixel.com em Pexels.com

Todos sabemos que o açúcar em demasia traz várias complicações para o corpo e para o coração. Ingerir açúcar em pequenas quantidades não seja alvo de preocupação, mas muitas vezes também o fazemos sem ter noção. O açúcar pode estar disfarçado com outros nomes nos rótulos e nem nos damos conta. Tenham atenção a termos como glicose, frutose, mel e xarope de milho. O açúcar acarreta muitas consequências no nosso corpo, algumas visíveis e outras nem tanto. Apesar da gordura ser considerada a verdadeira causadora das doenças cardiovasculares, a verdade é que o açúcar também tem um papel importante nisso. O açúcar também aumenta o risco de obesidade. A diabetes também é das doenças mais comuns e conhecidas associada ao açúcar. O açúcar também prejudica a nossa saúde dentária. Contudo quero abordar aqui um tema que não vejo a ser muito falado: os efeitos que este produto viciante tem no cérebro.

O açúcar é conhecido também por ser um vício. Quanto maior o seu consumo, maior é a vontade de o consumir. Ele ativa os recetores gustativos da língua e os sinais enviados para o cérebro ativam as vias de recompensa e causam a libertação da dopamina – a hormona o bem-estar. Quando esta hormona é ativada em grande quantidade e muita vez, começa a criar um vício.

O açúcar prejudica a nossa memória e reduz as nossas habilidades de aprender. Por outras palavras, o nosso cérebro fica mais lento, devido aos danos que o açúcar provoca neste.

A depressão e a ansiedade podem ser causadas ou intensificadas com o consumo desregulado de açúcar, pois podem haver subidas e descidas repentinas no nível de açúcar no sangue, que faz com que ocorram oscilações de humor.

Com isto não quero dizer que o açúcar é o mau da fita, mas pelo contrário. Quero apelar a que tenham atenção áquilo que ingerem e que tentem reduzir o seu consumo, optando por produtos mais naturais.

Gorduras saudáveis vs gorduras prejudiciais

Hoje trago um tema que em tempos foi alvo da minha curiosidade (altura em que era adolescente e que queria ter um corpão e tal mas isso não interessa). Sempre ouvia falar em gordura, que fazia mal à saúde, ao coração, que estava presente em grande parte da nossa alimentação mas… o que eu não sabia na altura é que há gorduras mais saudáveis em comparação a outras. Outra coisa que não compreendia na altura, é que o nosso corpo também necessita de gordura (e também tornam os alimentos mais saborosos, mas não me vou focar nisso, não é), são fontes de energia que fazem com que o nosso corpo possa funcionar em condições, pois nela contém vitaminas A, D, E e K. Não estou a dizer para agora irem consumir gordura como loucos e ficarem cheios de energia e vitaminas, mas para procurarem saber que gorduras é que ingerem, a quantidade e optarem sempre pelas mais saudáveis. Comecemos pelas gorduras mais saudáveis:

Estas estão presentes nas amêndoas, azeitonas e abacate. E a batatinha frita, como é? Esqueçam o óleo e optem pelo azeite! Essas gorduras também se encontram em peixes gordos, como o salmão e as sardinhas, em óleos vegetais como o de girassol e no óleo de amendoim.

E as gorduras menos saudáveis? Bem… aí é que entram grande parte dos alimentos que gostamos de comer: carnes vermelhas, enchidos, carnes gordas, queijos, manteiga, natas, leite/iogurte gordo e por aí diante…

Contudo temos uma panóplia de gorduras prejudiciais que pode ser substituída por gorduras mais saudáveis: substituir a manteiga por cremes vegetais, substituir a batata frita e bolachas por vegetais crus ou iogurtes  magros, e optar por leite e queijo magro. Os enchidos e as carnes gordas devem ser substituídos por carnes brancas e magras como o frango e o peru.

É preciso dobrar a atenção no que toca aos rótulos dos produtos também. Conhece o que comes e conhecerás o teu corpo!